• Cine Cult

    O Projeto Cine Cult é fruto de uma parceria firmada entre a Cine Vídeo e Educação-Ações Culturais e a Rede Cinemark que tem como objetivo oferecer aos espectadores a possibilidade de entrar em contato com filmes que normalmente não são contemplados pelo circuito comercial de cinema, permancendo restritos a pequenos exibidores. O Cine Cult oferece ao público uma sessão diferenciada, exibindo filmes de diversas cinematografias, além do cinema nacional de ficção mais autoral e documental. Diariamente, às 15h10 – incluindo sábados, domingos e feriados - o espectador pode assistir a nossa programação pagando R$ 7 (inteira) e R$ 3,50 (meia) pelo ingresso.

 PROGRAMAÇÃO CINE CULT A PARTIR DE 21/08

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CURITIBA-PR

CINEMARK SHOPPING MUELLER

O RIO CONGELADO

E.U,A, 2008, Drama, 97 minutos, 14 Anos

Direção: Courtney Hunt

Sinopse: é a história de Ray Eddy, uma mãe que vive num trailer numa região do interior do estado de Nova York, e que  ajuda imigrantes a passarem ilegalmente do Canadá para os Estados Unidos através de uma Reserva Indígena Mohawk. Normalmente, uma mulher tímida e reservada, Ray começa a facilitar a entrada de imigrantes ilegais como única forma de manter sua família unida depois de seu marido ter sumido com o dinheiro da entrada da casa de seus sonhos. Para conseguir o dinheiro a tempo, Ray se une a uma contrabandista Mohawk, Lila Littlewolf, e as duas começam a correr pelo congelado rio St. Lawrence transportando imigrantes ilegais, chineses e paquistaneses no porta malas do Dodge Spirit de Ray.  Por um lado, a sociedade de Ray e Lila parece estar condenada ao fracasso já que Lila normalmente não “trabalha com brancos”, mas a ansiedade de Lila para reaver seu  bebê que foi “roubado” por sua sogra, faz com que ela e Ray formem uma difícil parceria.

PROGRAMAÇÃO CINE CULT A PARTIR DE 21/08

FLORIANÓPOLIS-SC
CINEMARK FLORIPA SHOPPING
SINEDOQUE NOVA YORK
E.UA, 2008, Drama, 124 Minutos, 16 anos.
Direção: Charlie Kaufman
Sinopse: Com um elenco de fazer inveja a qualquer grande cineasta, Charlie Kaufman, reúne excelentes atores em Sinédoque, Nova York. O filme conta a história de Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman), um diretor de teatro frustrado, hipocondríaco e egoísta. Quando, Cotard recebe a incumbência de escrever sua primeira peça, sua vida está de pernas para o ar e querendo criar algo real propõe refazer o seu mundo no palco em cada detalhe. Caden conta com a ajuda de Tammy (Emily Watson), a atriz maluca Claire (Michelle Williams) e a adorável Hazel (Samantha Morton). Neste roteiro não há coadjuvantes, todos são protagonistas de suas próprias histórias.
SINEDOQUE NOVA YORK

4 a VIRADA CINEMATOGRÁFICA COMEMORA 2 ANOS DE CINE CULT

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No Proximo dia 13/06 a partir das 23h59 o Cinemark Jardins, receberá a 4a Edição da Virada Cinematográfica, nesse evento são exibidos 3 filmes a partir das  meia noite, nos intervalos os espectadores tem acesso a arefrigerante e agua mineral greatuitamente e ao final é servido um belo café da manhã.

Esta Edição será em comemoração aos dois anos do Cine Cult que começou suas atividades de exibição de filmes diferenciados no Cinemark Jardins no dia 15/06 /2009.

Para esta virada já estão definidos os seguintes filmes:

VALSA COM BASHIR- a meia noite – Sinopse: Um repetido sonho faz com que um diretor busque seus antigos companheiros de exército, para reconstituir suas memórias sobre a 1ª Guerra do Líbano

As 02 Horas será exibido um filme surpesa, só revelado na hora da sessão.

GOMORRA- As 04 Horas, Os tentáculos da Camorra, máfia que domina grande parte das atividades ilegais da Itália.

Os Ingressos já estão a venda no Cinemark Jardins e custam R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia), com esse ingresso o espectador tem acesso aos 3 filmes.


RUMBA, uma comédia

COMÉDIA RUMBA EM CARTAZ NO CINE CULT DO CINEMARK RIOMAR        
Dominique Abel e Fiona Gordon em RUMBA

Dominique Abel e Fiona Gordon em RUMBA

 

 

 

 

 

 

 

 

A Comédia RUMBA(França / BélgicA,  2008, 77 Minutos)

está em cartaz até o próximo dia 004/06 na programação do Projeto Cine Cult no Cinemark do Shopping Riomar.

As sessões são diárias as 14h0ras e haverá uma sessão na Quarta-Feira (03/06) as 18h50.

Interior da França. Dom (Dominique Abel) e Fiona (Fiona Gordon) são um casal de professores que tem uma paixão em comum: dança latina. Porém após uma noite de competição de dança, um acidente de carro muda por completo suas vidas.
Trailler:

http://www.youtube.com/watch?v=B1SYuKPxMcc&eurl=http%3A%2F%2F

RIO CONGELADO – Cinema Made In U.S.A de Qualidade

 

                                                                                                      

Rio Congelado (Divulgação)

 

 

 

 

 

 

                                                                                            

Quando iniciamos nosso caminho de programar filmes diferenciados em Aracaju, em Junho de 2004, fugíamos como os políticos de CPI para não exibirmos filmes Norte Americanos.
O Tempo foi passando e descobrimos que ao garimpar o que desembarca aqui nas distribuidoras, podemos encontrar algumas perolas que merecem ser exibidas, é o Caso do Filme em Cartaz do Cine Cult no
Cinemark Jardins.
RIO CONGELADO (FROZEN RIVER) é a história de Ray Eddy, uma mãe que vive num trailer numa região do interior do estado de Nova York, e que ajuda imigrantes a passarem ilegalmente do Canadá para os Estados Unidos através de uma Reserva Indígena Mohawk. Normalmente, uma mulher tímida e reservada, Ray começa a facilitar a entrada de imigrantes ilegais como única forma de manter sua família unida depois de seu marido ter sumido com o dinheiro da entrada da casa de seus sonhos. Para conseguir o dinheiro a tempo, Ray se une a uma contrabandista Mohawk, Lila Littlewolf, e as duas começam a correr pelo congelado rio St. Lawrence transportando imigrantes ilegais, chineses e paquistaneses no porta malas do Dodge Spirit de Ray. Por um lado, a sociedade de Ray e Lila parece estar condenada ao fracasso já que Lila normalmente não “trabalha com brancos”, mas a ansiedade de Lila para reaver seu bebê que foi “roubado” por sua sogra, faz com que ela e Ray formem uma difícil parceria.
No começo o dinheiro é bom e dá para segurar o gelo. Com a ajuda de Jimmy, um traficante Mohawk, elas fazem várias corridas e logo o dinheiro para a casa de Ray está ao seu alcance. Assim que as coisas começam a dar certo, todo o esquema é ameaçado pela vida familiar de cada mulher que ameaça arruinar seu plano. T.J., o filho de 15 anos de Ray, tenta cuidar da casa e do seu irmão caçula, Ricky, enquanto a mãe está “no trabalho”. E Bernie, amigo de Lila tenta encontrar para ela um trabalho correto na Reserva para que ela possa sair do contrabando e reaver seu bebê. Entretanto, Lila, que vive num acampamento, acha que não há uma maneira realista de sustentar o filho sem o contrabando e rejeita a ajuda de Bernie. Finalmente, com o dinheiro que precisam quase todo separado, Ray e Lila embarcam numa corrida final através do rio que, se elas sobreviverem, acertará a vida delas. Mas quando as coisas não dão certo, a polícia de Quebec procura pelas mulheres no gelo e, com os patrulheiros do estado de Nova York do outro lado do rio, as mulheres precisam fazer uma fuga desesperada. Presas na Reserva, o destino de Lila e Ray é deixado nas mãos do Conselho Tribal. Com poucas opções, a parceria de Ray e Lila é testada; elas precisam encarar as conseqüências de seus atos para sobreviverem.
Roberto Nunes
Coordenador do Cine Cult

RIO CONGELADO
E.U.A , 2008, 97 Minutos, Drama, 16 anos
Direção: Courtney Hunt
Diariamente as 15h10 e Quarta-feira 03/06 as 19h40

Mais um mineiro no Cine Cult Riomar

5 frações de uma quase história: O recente cinema mineiuro em exibição no Cine Cult

5 frações de uma quase história: O recente cinema mineiuro em exibição no Cine Cult

Depois de “Andarilho”, o premiado documentário de Cao Guimarães exibido no Cinemark Riomar, o projeto Cine Cult volta a atacar com o recente cinema mineiro e exibe, a partir desta sexta-feira, sempre às 14h10, o longa-metragem de ficção “5 frações de uma quase história”. Assinado por um coletivo formado pelos diretores Armando Mandz, Cristiano Abud, Acris Azzi, Guiolherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia, o filme foi agraciado com um prêmio especial do Juri do Cine Pernambuco de Audiovisual, recompensado a loucura de seus jovens realizadores.

Pelo menos é no que acredita o crítico de cinema Marcelo Forlani. “Fazer cinema no Brasil é trabalho para poucos. Fazer cinema fora do eixo Rio-São Paulo é trabalho para loucos. Não pela demência em si, mas pelas inúmeras dificuldades extras que são enfrentadas. São estes problemas, porém, que dão um sabor ainda mais gostoso à vitória que é ver um projeto como 5 Frações de Uma Quase História chegar ao circuito comercial. Seu modelo é diferente do que se vê por aí. Em vez das grandes estrelas das novelas, os seis diretores optaram por rostos menos conhecidos, que não eclipsariam as histórias que eles queriam contar. Histórias, sim, no plural. São cinco delas, cada uma dirigida e atuada por pessoas diferentes, mas que conseguem manter uma unidade em meio a tantas diferenças”.

Além do longa mineiro, o projeto oferece uma nova oportunidade para que o cinéfilo local confira o inasano “O fim da picada”, no Cinemark Jardins, a partir desta sexta-feira, sempre às 15h10.

 

5 frações de uma quase história – Através de uma série de situações inusitadas, o filme alterna momentos de suspense, surrealismo, experimentalismo e humor. Cinco personagens vivendo seus dramas em um mesmo espaço urbano.

Carlos é um fotógrafo que sofre de psicose maníaco-obsessiva. O seu novo trabalho mostra uma de suas obsessões, a adoração por pés femininos. Quase sempre de forma conflituosa, Carlos envolve-se em diversas situações embaraçosas até encontrar os pés e as modelos ideais, tornando a sua vida sempre difícil.

Um Homem se projeta em personagens de filmes através da televisão. Entre o delírio e a realidade, percorre uma série de viagens metafóricas em uma fuga repleta de relacionamentos infelizes, angústias e medos. A única alternativa é mudar de canal.

Akim, funcionário burocrático de um tribunal de justiça, acomodado e apático, vive sem perspectivas. Mas sua vida banal está prestes a mudar. Akim recebe uma proposta que vai lhe proporcionar tudo com o que poderia sonhar: dinheiro, mulheres, boa-vida. Para isso ele terá que assumir um crime cometido por um juiz corrupto e devasso.

Antônio é um trabalhador braçal de um matadouro, com pouca instrução e sem ambição, que percebe que seu casamento está em crise por causa do comportamento cada vez mais distante de Maria, sua esposa. Sem saber como agir, ele se torna mais calado e fechado, quando finalmente descobre a traição.

Lúcia é uma secretária, desiludida no amor, que sonha em se casar. Em um programa de rádio que promove encontros entre pessoas solitárias, ela conhece Beto, um comerciante metido a conquistador. Esse casual encontro amoroso, que se transforma em caso de polícia, cria conexões entre os demais personagens e suas histórias.

Essas personagens terão suas vidas modificadas a partir de um quente final de semana na cidade de Belo Horizonte, apresentada de forma cosmopolita e contemporânea como principal cenário do filme.

 

O fim da picada – Macário, personagem principal do filme, participa de uma orgia satanista numa praia brasileira no ano de 1850. Na manhã seguinte, inicia uma difícil viagem montado em seu burro, subindo a serra em direção à cidade de São Paulo. No trajeto, mAcário encontra Exú-Lebara, versão feminina da entidade fantástica de origem afro-brasileira. Os dois decidem seguir a viagem para São Paulo juntos. No entanto, Exú engana Macário, fazendo-o chegar ao reestino pretendido, mas no ano de 2008, na mega-metrópole com quase 20 milhões de habitantes. Macário fica atordoado e torna-se um mendigo, vítima da cruel e desumana realidade em que passa a viver.

Paulo Santos Lima, da Revista Cinética, destaca o mosaico de referências populares presentes no filme. “Christian Saghaard, egresso do curso de cinema da ECA, curtametragista com obra coerente com um universo estético primo dos HQs, filmes de terror, almanaques e certas apropriações da cultura de massa (inclusive a religião, e aqui me permito colocar esse tema como “mass cult”), estréia na direção de longa com um trabalho com ecos longínquos ao de Rogério Sganzerla – os “HQs” mencionados acima informam-nos disso.”

‘Você é tão bonito’ em exibição no Cine Cult

Na Romênia, todo mundo é bonito

Na Romênia, todo mundo é bonito

Embora a Mostra de Cinema Francês realizada pelo Cine Cult encerre hoje, os cinéfilos que não tiveram oportunidade de assistir a todos os seis filmes de diretores estreantes exibidos pelo projeto durante o mês de abril possuem uma nova oportunidade para conferir a quantas anda uma das cinematografias mais importantes do mundo. O produtor cultural Roberto Nunes resolveu ceder ao apelo de seu público e programou mais uma semana para a comédia “Você é tão bonito” (Je vous trouves três beaut; França; 2005), de Isabelle Mergault, um dos principais filmes da Mostra.

“Esse filme obteve a maior bilheteria da Mostra, mas, mesmo assim, muita gente me procurou, reclamando que não teve oportunidade de assisti-lo. Diante da insistência, resolvemos exibi-lo durante mais uma semana, para que ninguém reclame a oportunidade”.

“Andarilho”, o premiado documentário de Cao Guimarães exibido pelo Cine Cult no Cinemark Riomar, às 14h10, também fica em cartaz mais uma semana, abordando a relação entre o caminhar e o pensar a partir das trajetórias de três andarilhos solitários em estradas do nordeste de Minas Gerais.

Você é tão bonito – O filme relata a história de Aymé Pigrenet, um fazendeiro viúvo, que ao procurar por uma esposa numa agência de matrimônio recebe a sugestão de ir à Romenia. O motivo é que lá há muitas mulheres que sonham em se casar com um francês para melhorar de vida.

Aymé apenas precisa de alguém que possa ajudá-lo a manter a fazenda em perfeito funcionamento. Ao chegar ao país ele conhece uma bela jovem, cujas experiências não são exatamente as que ele almejava.

Serviço:

 

Local: Cinemark Jardins

Data: 01 a 07 de maio

Hora: 15h10

A propósito de um filme – 7 anos

 

 

Eu sei como pisar no coração de uma mulher

Eu sei como pisar no coração de uma mulher

 

Rian Santos

riansantos@uol.com.br

 

Deixe eu me defender, antes que algum gaiato se adiante. Não, eu não sou crítico de cinema. De acordo com o meu chefe, em termos objetivos, o que eu faço não é nem jornalismo. Eu poderia até citar dois ou três nomes consagrados no mundo inteiro que me ajudaram a definir um estilo, mas como não gastei a bunda no banco duro da universidade para copiar release, aquiesço de cabeça baixa e aceito a sentença tranquilamente. De qualquer modo, seja qual for a natureza de meu trabalho, é ela que me permite desperdiçar algumas linhas com um filme que não vai mais ser exibido. Não entendo nada de cinema, não me atenho às pautas caras ao jornalismo, mas a respeito do sentimento que perpassa os noventa minutos de “7 anos” (7 ans; França, 2007), a bela estréia do iniciante diretor francês Jean-Pascal Hattu, posso formular meu próprio juízo.

 

“7 anos” pode ser definido como o encontro de Maité, Vincent e Jean, protagonistas do filme. Maïté é casada com Vincent, que acaba de ser condenado a sete anos de prisão. Duas vezes por semana, ela pega a roupa suja, lava, passa e leva de volta à cela do marido. Um ritual que executa com afinco e precisão. Um dia, ao sair do presídio, ela conhece Jean, que a seduz, e os dois se tornam amantes.

 

Reduzir o filme a tão pouco, no entanto, seria como tomar emprestadas as palavras do sobrinho de Maité, um garoto curioso, que dedica um estranho afeto ás caixas de fósforo. “Quando eu estou dormindo, não escuto nada. É como se eu estivesse surdo”.

 

Íntimo da Dona Insônia, não consegui tapar os ouvidos em nenhum momento da projeção. Para mim, “7 anos” trata do poder que delegamos aos que mais amamos, únicos seres capazes de nos ferir profundamente. Jean adora os cigarros, e fuma compulsivamente. Maité ama Vincent, e permite que, mesmo trancafiado, ele maneje as peças de um jogo obsceno, sob pena de seu próprio aniquilamento. Eu gosto de escrever, e estrago minha saúde deitando palavras inúteis sobre o papel.  Todos os cabelos brancos antes do final da página.Mas qualquer dia eu tiro umas férias de minhas inclinações, e descanso meu corpo cansado numa sala com ar-condicionado. Alugo minha pena por trinta dinheiros, e empenho a minha consciência no banco, como fazem os jornalistas de verdade.

Últimas estréias da Mostra de Cinema Francês

Tudo perdoado: como amar se transforma em conflito

Tudo perdoado: como amar se transforma em conflito

A Mostra de Cinema Francês realizada pelo Cine Cult chega a sua última semana exibindo os filmes “Tudo perdoado”, de Mia Hansen-Love; e “Você é tão bonito”, de Isabelle Mergault, dois trabalhos de estréia de novos diretores franceses, esmerados em honrar a tradição de uma das cinematografias mais importantes do mundo. Além da Mostra abrigada pelo Cinemark Jardins, o Cine Cult exibe no complexo do Shopping Riomar o premiado “Andarilho”, documentário de Cao Guimarães.

 

A Mostra – Desde o último dia 10, a Mostra de Cinema Francês, realizada pelo Cine Cult com o objetivo de antecipar as comemorações do Ano da França no Brasil, já foi responsável pela exibição de quatro filmes de diretores estreantes.  Em todos as películas, narrativas contemporâneas, próximas da atualidade. Relações entre amantes, casais, mãe e filha, a paixão e o amor e todas as suas idiossincrasias.

Em “Tudo perdoado” (Tout est pardonné; França; 2006), uma das estréias desta semana, Victor vive em Viena com Annette, sua esposa, e sua filha Pamela. Na tentativa de escapar de uma crise matrimonial, a família se muda para Paris. É primavera. Fugindo do trabalho, Victor passa os dias fora, brinca com a filha e vadia no parque. Apaixonada, Annette está confiante que ele se ajeitará. Mas Victor não abandona os maus hábitos, acaba se apaixonando por uma jovem junkie e sai de casa. Onze anos depois, Pamela descobre que o pai vive na mesma cidade e decide vê-lo novamente. Tudo perdoado conta de forma bela e simples sobre como amar se transforma em conflito quando convive com a necessidade do perdão.

“Tudo perdoado” será exibido nos dias 24, 26,28 e 30, às 15h10; e nos dias 25, 27 e 29, às 20h10.

A outra estréia da Mostra, a comédia “Você é tão bonito” (Je vous  trouves três beaut; França; 2005),  relata a história de Aymé Pigrenet, um fazendeiro viúvo, que ao procurar por uma esposa numa agência de matrimônio recebe a sugestão de ir à Romenia. O motivo é que lá há muitas mulheres que sonham em se casar com um francês, para melhorar de vida. Aymé apenas precisa de alguém que possa ajudá-lo a manter a fazenda em perfeito funcionamento. Ao chegar ao país ele conhece uma bela jovem, cujas experiências não são exatamente as que ele almejava.

“Você é tão bonito” será exibido nos dias 25, 27 e 29, às 15h10; e nos dias 24, 26,28 e 30 às 20h10.

 

Andarilho – “Andarilho” o quinto longa-metragem do cineasta e artista plástico Cao Guimarães, e o segundo de sua trilogia da solidão, iniciada com ‘A Alma do Osso’ (2004). O filme, em seus 80 minutos de duração, aborda a relação entre o caminhar e o pensar a partir das trajetórias de três andarilhos solitários em estradas do nordeste de Minas Gerais.

Em seu vagar constante, Valdemar, Nercino e Paulão estabelecem pontos de vista peculiares sobre a existência. Sem destinos definidos, suas vidas passam a ter por objetivo a própria transitoriedade.

Os três personagens, complementares entre si, mesclam-se ao movimento dos sons e objetos que não se fixam, constituindo uma narrativa que propõe a reflexão sobre a vida como lugar de passagem.

“Andarilho” será exibido diariamente entre os dias 24 e 30 de abril, às 14h10, no Cinemark Riomar.

Mostra de Cinema Francês no Cinemark Jardins

“7 anos”: Um jogo a três do qual ninguém conhece as regras

“7 anos”: Um jogo a três do qual ninguém conhece as regras

A semana passada, o projeto Cine Cult deu o ponta pé inicial para as comemorações do ano da França no Brasil com uma mostra de Cinema Francês composta somente por diretores em início de carreira. A celebração a uma das cinematografias mais tradicionais do mundo prossegue até o dia 30 de abril, quando a Mostra encerra, tendo oferecido a oportunidade necessária para que seis diretores estreantes apresentassem ao cinéfilo local o talento de uma nova geração de artistas da sétima arte.

A patir desta sexta-feira, em duas sessões diárias, realizadas com o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e Governo do Estado de Sergipe, serão exibidos os filmes “Nas cordas” (Dans les cordes; França, 2007), de Magaly Richard-Serrano; e 7 anos (7 ans; França, 2007), de Jean-Pascal Hattu.

Nas Cordas – Joseph é treinador de boxe e ensinou o esporte para sua filha e sua sobrinha desde que elas eram crianças. Mas hoje aos 18 anos, Angie e Sandra, criadas como irmãs, vão se confrontar na final do campeonato francês de boxe.

Os três vivem envolvidos na paixão pelo esporte, agora uma rivalidade perigosa começa a surgir entre as duas no ringue e na vida, alterando todo o equilíbrio familiar.

“Nas cordas” ser[a exibido nos dias 17, 19, 21 e 23, às 15h10; e nos dias 18, 20 e 22, às 20h30

7 anos – Maïté é casada com Vincent, que acaba de ser condenado a sete anos de prisão. Duas vezes por semana, ela pega a roupa suja, lava, passa e leva de volta à cela do marido. Um ritual que executa com afinco e precisão.

Um dia, ao sair do presídio, ela conhece Jean, que a seduz. Os dois se tornam amantes, mas ela não o deixa entrar na sua casa. Maïte descobre que Jean é guarda na prisão e que Vincent é seu protegido.

Entre a vontade e a culpa, entre o prazer e o dever, ela se sente aprisionada em um jogo a três do qual ninguém conhece as regras.

“7 anos” será exibido nos dias 18, 20 e 22, às 15h10; e nos dias 18, 20 e 22, às 20h30.