
Barakat: duas mulheres encarnam anacronismos islamitas em uma Argélia devastada pela guerra
O projeto Cine Cult dá o ponta pé inicial para as comemorações do Ano da França no Brasil em Aracaju e realiza, a partir desta sexta-feira, no Cinemark Jardins, uma nova Mostra de Cinema Francês. De acordo com o produtor cultural Roberto Nunes, no entanto, ao contrário das Mostras anteriores, este ano o evento possui um diferencial. “Ela será composta somente por diretores estreantes”.
Até o dia 30 de março, em duas sessões diárias, realizadas com o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e Governo do Estado de Sergipe, dois filmes diferentes serão exibidos. A programação será renovada semanalmente, dando oportunidade que o cinéfilo sergipano confira o debut de algumas das maiores promessas de uma das cinematografias mais tradicionais do mundo.
Roberto Nunes ressalta a importância da iniciativa. “Seis filmes, seis estreantes produzindo cinema num país com uma das mais tradicionais cinematografias do mundo. Estes diretores novatos, cada um a sua maneira, percorreram diferentes trajetórias antes de chegar neste primeiro filme. A maioria fez muitos curtas, alguns estudaram cinema e todos enfrentaram o desafio de contar uma história em possíveis 90 minutos”.
Nos trabalhos selecionados, narrativas contemporâneas, próximas da atualidade. Relações entre amantes, casais, mãe e filha, a paixão e o amor e todas as suas idiossincrasias. “Construir uma idéia para um primeiro filme – algo pela qual a produção cinematográfica é implacável na exigência das certezas, nas decisões assertivas – em meio a tanta referência de cinema, exige muita determinação”.
Nessa primeira semana, a exibição de “Barakat” (França/Argélia; 2006), de Djamila Sahraoui; e “A Cabeça da Mamãe” (França; 2005), de Carine Tardieu.
Barakat – Situado na devastado pela guerra Argélia na década de 1990, “Barakat” apresenta duas mulheres, Amel e Khadidja, em busca do marido de Amel, um jornalista cujo escritos resultou em seu desaparecimento. Ambas as mulheres representam anacronismos islamistas na Argélia: a mais jovem, Amel, é médica. Khadidja é uma enfermeiro com os mais velhas vívidas lembranças da luta pela independência da Argélia. Ignorando recolher obrigatório e da constante ameaça de emboscada por milícias armadas, as duas têm o desafio de fazer os homens a aceitá-las e ajudá-las com a sua busca. A sua viagem as leva em todas as pitorescas paisagens da Argélia, para uma compreensão mais profunda da forma como as suas vidas foram moldadas pela história do seu país.
Nos dias 11, 13 e 15, o filme será exibido às 15h10; e nos dias 10, 12, 14 e 16, às 20h10.
A Cabeça de Mamãe – “A Cabeça de Mamãe” conta a história da menina Lulu, que vê sua depressiva mãe entregando a vida, com um péssimo casamento e óbvios problemas de saúde, que refletem uma mente auto-centrada e hipocondríaca. A garota descobre que no passado sua mãe foi muito feliz e viveu um intenso romance. Determinada com a idéia de resgatar a alegria da mãe, Lulu começa uma divertida peregrinação, que inclui sexo, um triângulo amoroso, traição, valores e drogas.
Nos dias 10, 12, 14 e 16, o filme será exibido às 15h10. Nos dias 11, 13 e 15, às 20h10.
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