• Cine Cult

    O Projeto Cine Cult é fruto de uma parceria firmada entre a Cine Vídeo e Educação-Ações Culturais e a Rede Cinemark que tem como objetivo oferecer aos espectadores a possibilidade de entrar em contato com filmes que normalmente não são contemplados pelo circuito comercial de cinema, permancendo restritos a pequenos exibidores. O Cine Cult oferece ao público uma sessão diferenciada, exibindo filmes de diversas cinematografias, além do cinema nacional de ficção mais autoral e documental. Diariamente, às 15h10 – incluindo sábados, domingos e feriados - o espectador pode assistir a nossa programação pagando R$ 7 (inteira) e R$ 3,50 (meia) pelo ingresso.

Cine Cult comemora Ano da França no Brasil

Barakat: duas mulheres encarnam anacronismos islamitas em uma Argélia devastada pela guerra

Barakat: duas mulheres encarnam anacronismos islamitas em uma Argélia devastada pela guerra

O projeto Cine Cult dá o ponta pé inicial para as comemorações do Ano da França no Brasil em Aracaju e realiza, a partir desta sexta-feira, no Cinemark Jardins, uma nova Mostra de Cinema Francês. De acordo com o produtor cultural Roberto Nunes, no entanto, ao contrário das Mostras anteriores, este ano o evento possui um diferencial. “Ela será composta somente por diretores estreantes”.

Até o dia 30 de março, em duas sessões diárias, realizadas com o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e Governo do Estado de Sergipe, dois filmes diferentes serão exibidos. A programação será renovada semanalmente, dando oportunidade que o cinéfilo sergipano confira o debut de algumas das maiores promessas de uma das cinematografias mais tradicionais do mundo.

Roberto Nunes ressalta a importância da iniciativa. “Seis filmes, seis estreantes produzindo cinema num país com uma das mais tradicionais cinematografias do mundo. Estes diretores novatos, cada um a sua maneira, percorreram diferentes trajetórias antes de chegar neste primeiro filme. A maioria fez muitos curtas, alguns estudaram cinema e todos enfrentaram o desafio de contar uma história em possíveis 90 minutos”.

Nos trabalhos selecionados, narrativas contemporâneas, próximas da atualidade. Relações entre amantes, casais, mãe e filha, a paixão e o amor e todas as suas idiossincrasias. “Construir uma idéia para um primeiro filme – algo pela qual a produção cinematográfica é implacável na exigência das certezas, nas decisões assertivas – em meio a tanta referência de cinema, exige muita determinação”.

Nessa primeira semana, a exibição de “Barakat” (França/Argélia; 2006), de Djamila Sahraoui; e “A Cabeça da Mamãe” (França; 2005), de Carine Tardieu.

 

Barakat – Situado na devastado pela guerra Argélia na década de 1990, “Barakat” apresenta duas mulheres, Amel e Khadidja, em busca do marido de Amel, um jornalista cujo escritos resultou em seu desaparecimento. Ambas as mulheres representam anacronismos islamistas na Argélia: a mais jovem, Amel, é médica. Khadidja é uma enfermeiro com os mais velhas vívidas lembranças da luta pela independência da Argélia. Ignorando recolher obrigatório e da constante ameaça de emboscada por milícias armadas, as duas têm o desafio de fazer os homens a aceitá-las e ajudá-las com a sua busca. A sua viagem as leva em todas as pitorescas paisagens da Argélia, para uma compreensão mais profunda da forma como as suas vidas foram moldadas pela história do seu país.

Nos dias 11, 13 e 15, o filme será exibido às 15h10; e nos dias 10, 12, 14 e 16, às 20h10.

 

A Cabeça de Mamãe – “A Cabeça de Mamãe” conta a história da menina Lulu, que vê sua depressiva mãe entregando a vida, com um péssimo casamento e óbvios problemas de saúde, que refletem uma mente auto-centrada e hipocondríaca. A garota descobre que no passado sua mãe foi muito feliz e viveu um intenso romance. Determinada com a idéia de resgatar a alegria da mãe, Lulu começa uma divertida peregrinação, que inclui sexo, um triângulo amoroso, traição, valores e drogas.

Nos dias 10, 12, 14 e 16, o filme será exibido às 15h10. Nos dias 11, 13 e 15, às 20h10.

Cine Cult realiza I Cine Debate

‘O aborto dos outros’: abordagem corajosa, pertinência temática e sensibilidade narrativa

‘O aborto dos outros’: abordagem corajosa, pertinência temática e sensibilidade narrativa

Na manhã do próximo sábado, a partir das 10 horas, o Cine Cult realiza uma sessão especial do documentário “O aborto dos outros”, dando início a um novo projeto paralelo voltado para o cinema e a reflexão. De acordo com o produtor cultural Roberto Nunes, a idéia de realizar sessões diferenciadas, seguidas de debate, surgiu de um convite realizado pela professora de criminologia na UFS Andréa Depierino, no final de 2008, quando o filme “Juízo” foi exibido e debatido com os alunos da disciplina.

Antes da sessão, a Secretaria Estadual de Saúde, que participa do evento com um palestrante, oferecerá um café da manhã para os presentes.

Roberto Nunes explica que o I Cine Debate faz parte de um contexto mais amplo, pontuado pela ampliação das atividades do Cine Cult. “No último fim de semana realizamos a II Sessão Notívagos, que contou com a presença do renomado crítico Daniel Caetano e apresentação da banda Daysleepers. Além disso, estamos organizando um calendário de eventos composto por mais uma edição da Mostra de Cinema Francês, pela realização da IV Virada Cinematográfica Cine Cult, e um aniversário comemorativo aos dois anos de atividades do projeto, no mês de junho”.

Além do I Cine Debate, o Cine Cult exibe esta semana os filmes “Do outro lado”, numa sessão diária realizada às 14 horas no Cinemark Riomar, e “Deserto feliz”, na sessão diária realizada às 15h10 horas no Cinemark Jardins.

O aborto dos outros – Após três anos de pesquisas, a diretora Carla Gallo reuniu uma equipe para documentar por um período de cinco meses o drama de inúmeras mulheres que estavam prestes a interromper sua gravidez.

Estas interrupções, autorizadas pela lei, enquadram-se nas únicas situações permitidas pelo Código Penal brasileiro: casos de estupro ou risco de vida para a mãe. Existe ainda uma terceira situação, eventualmente autorizada judicialmente, que diz respeito às gestações em que uma má formação do feto compromete a sua sobrevivência fora do útero da mãe.

Estreante na direção de longas-metragens, Carla Gallo registrou ainda depoimentos de outras mulheres que recorreram ao aborto clandestino, além de profissionais da área da saúde, em diferentes locais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Através de todos os relatos é possível traçar um amplo painel sobre os diferentes motivos que levam as mulheres a essa decisão, bem como as questões morais e religiosas envolvidas.

O filme acompanha, por exemplo, o caso de uma menina de 13 anos, desde seu depoimento à assistente social, relatando o abuso sexual que sofrera, até a interrupção da gravidez, detalhando toda a espera no quarto do hospital ao lado de sua mãe, bem como os procedimentos médicos efetuados. Em meio aos casos concretos de mulheres que vivem esta situação limite, o filme “O Aborto dos Outros” revela que 70 mil mulheres morrem por ano no mundo em função de aborto inseguro e que no Brasil, uma em cada quatro gestações é interrompida voluntariamente, totalizando mais de um milhão de abortos clandestinos por ano.

A punitiva lei brasileira não impede na prática que mulheres realizem o aborto. É justamente esse o ponto nevrálgico da discussão: mulheres que decidam interromper sua gestação continuarão a fazê-lo, nas condições que encontrarem, com ou sem atendimento adequado.

A dramática conseqüência da criminalização são os efeitos perversos para as mulheres, como o alto índice de mortalidade materna ou as graves seqüelas de procedimentos clandestinos, indicativos alarmantes de um dos maiores problemas de nosso país na área da saúde pública. ”

O Aborto dos Outros” estreou no 13º Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade (2008), na mostra competitiva, em que levou a Menção Honrosa “pela corajosa abordagem, pela pertinência temática e sensibilidade narrativa”.

Serviço:

Local: Cinemark Jardins

Data: 04 de abril

Hora: 10 horas

tem um exibidor à procura de longas em 35mm

Alguns leitores devem saber que o Conceição estreou em várias cidades nas salas do circuito Cinemark, num horário no início da tarde, dentro do projeto Cinecult. Pois bem, passei por Aracaju neste fim de semana para participar de um evento em que rolou outro lançamento do livrinho sobre o Serras da Desordem, a convite de Roberto Nunes, o coordenador do Cinecult – e, na ocasião, Roberto me falou do seu interesse em encontrar mais filmes bacanas para exibir no espaço que o grupo Cinemark lhe garante.

Daniel Caetano, em seu blog

A crítica como declaração de amor ao cinema

 

Rian Santos*

 

Quando Roberto Nunes me convidou para ajudá-lo na produção e divulgação do Cine Cult, perguntei aos botões que minhas camisas não possuem: Será que a proposta não me transforma em um homem de cinema? A negativa viajaria meses, mas sexta-feira, enquanto o crítico Daniel Caetano tirava onda de turista e esquecia a cerveja no copo, ocupado em martelar as patas da culinária local, não tive como me esquivar.

 

Essa foi a quarta visita de Daniel Caetano a Aracaju. Em seu primeiro contato com a cidade, o rapaz provocou escândalo. Enquanto todos festejavam o investimento realizado pelo Governo do Estado no último filme de Paulo Thiago, o crítico preferiu colocar o dedo na ferida e pensar de que maneira o discurso de um forasteiro poderia versar sobre a realidade alheia. Hoje, no entanto, ele parece ter conquistado certo traquejo político. “Não vou falar sobre Orquestra dos Meninos. Não gostei do filme, mas não o vi”.

 

No final das contas, parece que o inconveniente estava certo. A despeito do alto investimento realizado e do grande número de cópias disponíveis, “Orquestra dos Meninos” fez menos de 25 mil expectadores, um resultado considerado pífio.

 

Daniel lembra que sua primeira experiência como crítico coincidiu com um momento particularmente feliz do pensamento sobre cinema. A Contracampo, uma revista virtual que formou uma geração inteira de cinéfilos, estava engatinhando quando o editor Ruy Gardner o convidou para fazer uma entrevista com Carlos Reichenbach. É com a propriedade de alguém que conhece o assunto, portanto, que ele defende a multiplicação dos meios.

 

“A editoria de cinema cresceu muito na internet porque os impressos não reservam espaço para o pensamento crítico. Esse negócio de privilegiar a opinião dos especialistas é uma grande besteira. O mais importante é a circulação de idéias”.

 

Para Daniel Caetano, a crítica só é válida quando revela a emoção do autor, enquanto “declaração de amor ao cinema”. Talvez por isso, ele faça ressalvas à maneira como alguns se dedicam ao exercício. “Existem os críticos cansados. Muitos deles exageram na agressividade para conquistar espaço, e delimitam seu território de uma maneira não muito saudável”.

 

Como qualquer apaixonado pelo cinema, Daniel Caetano comemora o impulso que o cinema brasileiro tomou nos últimos anos, mas não esconde o descontentamento em relação aos modelos adotados. Ele lembra o grande número de filmes realizados hoje, mas observa que pouquíssimos alcançam o público. “Hoje são rodados oitenta longas por ano. Por outro lado, existe a turma da mamata. Os tubarões do cinema fazem um trabalho puramente comercial, mas não se pagam, e se escoram no dinheiro público”.

 

Apesar de tudo, Daniel Caetano encara seu ofício com paixão. “Essa é apalavra fundamental. Quem discute, quem critica, está querendo transformar. Se existe intenção de diálogo, existe interesse afetivo e de transformação”.

 

 *Colunista do Jornal do Dia

Cine Cult realiza II Sessão Notívagos

Saci, Exu e satanaistas na tela da II Sessão Notívagos

Saci, Exu e satanaistas na tela da II Sessão Notívagos

Quem participou da primeira edição da Sessão Notívagos, realizada pelo Cine Cult na última semana de janeiro, certamente não esquece a experiência. A exibição de “Repulsa ao sexo” (Repulsion, 1976), de Roman Polanski, seguida da apresentação da banda The Baggios durante a madrugada de uma prévia carnavalesca, atestou a carência de espaços apropriados para a confraternização dos notívagos locais, sedentos de cinema, reflexão e boa música. Na ocasião, o produtor cultural Roberto Nunes, responsável pelas exibições do projeto, prometeu organizar um calendário, agendando a realização de pelo menos mais duas edições do evento em 2009. Razões de ordens diversas adiaram o cumprimento da pretensão, mas, neste fim de semana, o Cinemark Jardins finalmente abriga a II Sessão Notívagos.

Roberto Nunes explica que segue fiel à proposta de contemplar diversas expressões artísticas. Além da exibição do longa-metragem “O fim da picada” (2008), de Christian Saghaard, a II Sessão Notívagos contará com a presença do crítico Daniel Caetano, que realiza o lançamento do livro “Serras da desordem”, e apresentação da banda Daysleepers.

 

O filme – Macário, personagem principal do filme, participa de uma orgia satanista numa praia brasileira no ano de 1850. Na manhã seguinte, inicia sua difícil viagem subindo a serra em direção à cidade de São Paulo, montado em seu burro. No trajeto encontra Exú-Lebara, versão feminina da entidade fantástica de origem afro-brasileira. Decidem seguir juntos a viagem para São Paulo. No entanto, Exú engana Macário durante a viagem, fazendo-o acordar em São Paulo, mas no ano de 2008, na mega-metrópole com quase 20 milhões de habitantes. Macário fica atordoado e torna-se um mendigo, vítima da cruel e desumana realidade em que passa a viver.
Um garoto que vive nas ruas do centro antigo de São Paulo sofre uma fantástica transformação para se tornar um Saci, mito mais importante do folclore brasileiro, um ser maligno e brincalhão. Macário e Saci se encontram no caos da cidade.

Paulo Santos Lima, da Revista Cinética, destaca o mosaico de referências populares presentes no filme. “Christian Saghaard, egresso do curso de cinema da ECA, curtametragista com obra coerente com um universo estético primo dos HQs, filmes de terror, almanaques e certas apropriações da cultura de massa (inclusive a religião, e aqui me permito colocar esse tema como “mass cult”), estréia na direção de longa com um trabalho com ecos longínquos ao de Rogério Sganzerla – os “HQs” mencionados acima informam-nos disso.”

 

A banda – Tendo como principal influência os acordes viajantes de Brian Wilson e The Beach Boys, o repertório da Daysleepers é calcado no EP “Tempo”, um debut inspirado, que registra em seis composições um punhado de melodias sofisticadas e arranjos simples, pontuadas pelos indispensáveis ecos sessentistas. Para a apresentação da Sessão Notívagos, contudo, a banda promete algumas surpresas, como a execução de músicas novas e alguns covers.

O trabalho da Daysleepers é tão cuidadoso que, apesar do pouco tempo de estrada (a banda nasceu em 2007), os meninos conquistaram a atenção da cena local. Prova disso, em comentário motivado por uma matéria publicada pelo portal Lado Norte, da Paraíba, o músico Rafael Jr (baterista de algumas das principais bandas locais e decano do underground sergipano) não economiza elogios aos moleques. “O Daysleepers, junto com o The Baggios, renova as minhas esperanças e crença no bom pop sergipano. Às vezes eu acho que não tem jeito e que a praga do Cacique Serigy é mesmo imbatível, mas aí topo com jovens talentosos daqui que fazem petardos como esse EP da Daysleepers”.

 

O crítico – Daniel Caetano é professor da UFF (Universidade Federal Fluminense) no Pólo de Rio das Ostras. É produtor e co-diretor do longa-metragem “Conceição – autor bom é autor morto”, e do documentário “O mundo de um filme”. Também é crítico de cinema – foi redator da Revista Contracampo e já colaborou com diversas publicações. Organizou os livros “Cinema Brasileiro 1995-2005 – Ensaios sobre uma década” e, mais recentemente, “Serras da Desordem”, a partir do filme de Andrea Tonacci. É doutorando em Literatura Brasileira na PUC-RJ.

 

Serviço:

 

Local: Cinemark Jardins

Data: 28 de março

Hora: 23h59 (na madrugada do sábado pro domingo)

‘Deserto feliz’ no Cine Cult Jardins

Uma mulher a procura de seu lugar no mundo

Uma mulher a procura de seu lugar no mundo

Conforme divulgamos a semana passada, a direção nacional do Cinemark compreendeu a importância de uma programação diversificada, que contemple os vários públicos de cinema, e garantiu o funcionamento do projeto Cine Cult nos dois complexos que administra em Aracaju. Embora a inauguração oficial do Cinemark Riomar esteja marcada para ocorrer somente amanhã, o Cine Cult já está exibindo o francês “Baby Love” nas novas instalações, em uma sessão diária às 14 horas. No Cinemark Jardins, como sempre ocorre, a programação é renovada esta sexta-feira, quando o premiado “Deserto feliz” passa a ser exibido diariamente, às 15 horas.

De acordo com Roberto Nunes, o produtor cultural responsável pelo Cine Cult, a possibilidade de exibir dois filmes diferentes só enriquece o projeto. “Dessa forma, podemos oferecer ao público local uma variedade de filmes ainda maior”.

 

Deserto feliz – Dirigido por Paulo Caldas, “Deserto feliz” aborda a dura realidade da exploração sexual de meninas. Jéssica, 14 anos, mora em Deserto Feliz, no sertão nordestino. Violentada pelo padrasto, sob o olhar silencioso e cúmplice da mãe, a menina foge para Recife para salvar-se de sua própria destruição.

Ao chegar na cidade grande, ela cai nas armadilhas do turismo sexual e, dentro desse universo de miséria e alucinação, se depara com algo inesperado: o afeto nos braços de Mark, um turista alemão.

Diante dela surge a angústia de se saber só e o medo de não poder ir até onde o destino poderia levá-la. Em seu mundo de sonhos, Jéssica descobre a vastidão do mundo, e o encontro com o outro, com si mesma, a força de sua cultura e o poder do amor.

O crítico Luis Zanin, do Estadão, chama atenção para a firmeza de Paulo Caldas na condução de seu fime. “Nessa estréia “solo”, Paulo Caldas mostra-se diretor de mão segura, consciente da linguagem, incisivo no que tem a dizer. Os temas abordados são o contrabando de animais, turismo sexual, violência contra crianças. E, num segundo plano, que passa para a frente da cena, aparece a questão da identidade nacional, o sonho do brasileiro com o mundo lá de fora, que imaginariamente representa a segurança e – por que não? – a felicidade”.

 

Deserto feliz (Diretório: RIAN)

Uma mulher a procura de seu lugar no mundo

 

Serviço:

 

Local: Cinemark Jardins

Data: 20 a 26 de março

Hora: 15h10

PROGRAMAÇÃO CINE CULT DE 13 A 19/02

 

FLORIANOPOLIS

ANDARILHO                           

Brasil, 2007,  Documentário, 80 Min., Livre
Direção: Cao Guimarães

USINA DIGITAL

 

Curitiba- mueller                                                                           

Sob a Mesma Lua

México, Eua, 2007, 106 Minutos, Drama, 12 Anos
Direção: Patricia Riggen

FOX FILMES

 

RIBEIRÃO PRETO

feliz natal                         

Brasil, 2008,  Drama, 100 Min., 14 Anos
Direção: Selton Mello

EUROPA FILMES

 

PIER 21

ANDARILHO                           

Brasil, 2007,  Documentário, 80 Min., Livre
Direção: Cao Guimarães

USINA DIGITAL

 

BH SHOPPING

deserto feliz

Brasil, 2007, 88 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Paulo Caldas

FILMES DO ESTAÇÃO

 

VITORIA

Rebobine, Por Favor

EUA, 2008, Comédia, 102 Minutos, Livre.

Direção: Michel Gondry

EUROPA FILMES

 

SALVADOR

RUMBA

França/Bélgica, 2008, Comédia,  77min, 10 Anos.

Direção: Dominique Abel, Fiona Gordon, Bruno Romy

FILMES DO ESTAÇÃO

 

ARACAJU

CINEMARK JARDINS

Quando Estou Amando
França, 2006, Drama, 112 Minutos, 12 Anos.
Direção: Xavier Giannoli

CALIFORNIA FILMES

 

CINEMARK RIOMAR

BABY LOVE

França, 2008, 90 Min. Comédia, 12 Anos

Direção: Vincent Garenq

IMOVISION

 

 

natal                                                                                         5 Frações de uma Quase HistóRIA

Brasil, 2008, 96 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo E Thales Bahia

USINA DIGITAL

 

MANAUS                                                                                     FOLEGO
Coréia do Sul, 2007, Drama, 84 Minutos, 14 Anos
Direção: Kim ki-duk                                                                   
PANDORA FILMES

 

 

 

 

 

 

SÃO JOSE DOS CAMPOS – SHOPPING COLINAS

deserto feliz

Brasil, 2007, 88 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Paulo Caldas

FILMES DO ESTAÇÃO

 

SÃO JOSE DOS CAMPOS – CENTER VALE

Quando Estou Amando
França, 2006, Drama, 112 Minutos, 12 Anos.
Direção: Xavier Giannoli

CALIFORNIA FILMES

 

 

JACAREÍ

feliz natal                         

Brasil, 2008,  Drama, 100 Min., 14 Anos
Direção: Selton Mello

EUROPA FILMES

 

SANTA CRUZ

O Dragão da Maldade Contra O Santo Guerreiro

Brasil, 1969, 105 Minutos, Drama, 16 Anos.

Direção: Glauber Rocha

Cópia restaurada e relançada em 2008

RIO FILMES

 

METRÔ TATUAPÉ

TERRA VERMELHA

Brasil/Itália, 2008, Animação, 108 minutos, 14 Anos.

Direção: Marco Bechis

PARIS FILMES

 

VILLA LOBOS

fronteira
Brasil, 2008, Drama, 85  Minutos, 14 Anos
Direção: Rafael Conde                                                                         
USINA DIGITAL

CAMPO GRANDE

fronteira
Brasil, 2008, Drama, 85  Minutos, 14 Anos
Direção: Rafael Conde                                                                         
USINA DIGITAL

 

CARIOCA

TERRA VERMELHA

Brasil/Itália, 2008, Animação, 108 minutos, 14 Anos.

Direção: Marco Bechis

PARIS FILMES

 

DOWNTOWN

Sob a Mesma Lua

México, Eua, 2007, 106 Minutos, Drama, 12 Anos
Direção: Patricia Riggen

FOX FILMES

‘Baby Love’ inaugura Cine Cult no Riomar

 

Baby Love: personagens críveis, verdadeiros, matizados

Baby Love: personagens críveis, verdadeiros, matizados

 Embora a inauguração do Cinemark Riomar, prevista para esta sexta-feira, deva ocorrer sem maior estardalhaço, o cinéfilo local possui muitas razões para comemorar. Além da reforma nas instalações do antigo Moviecom abranger a aquisição de novos projetores e equipamentos de som, adequando o espaço ao padrão de qualidade Cinemark, o multiplex do Riomar (são cinco salas, com capacidade para acomodar mil pessoas) será contemplado pela programação do projeto Cine Cult, responsável por atualizar a capital sergipana – além de outras vinte praças do Cinemark espalhadas pelo país –, com o que de mais relevante vem sendo produzido em matéria de cinema, mundo afora.

De acordo com Roberto Nunes, produtor cultural responsável pelas exibições do Cine Cult, a a inauguração do Cinemark Riomar é extremanete oportuna. Ele explica que pretende aproveitar a abertura do complexo para abrigar projetos ligados ao Cine Cult, a exemplo de um Cine Clube. Por enquanto, as atividades o Riomar estão limitadas à exibição de um filme diário, às 14 horas, com preço e programação diferenciada . Na primeira semana, a exibição de “Baby Love” (Comme les Autres, 2008), um os filmes mais vistos no ano passado em todo o território francês, do estreante Vincent Garenq.

Baby Love – Emmanuel (Lambert Wilson) e Philippe (PAscal Elbé formam o casal perfeito, até que o primeiro sugere a idéia de ser pai. Phillippe a princípio não gosta de idéia de ser pai, mas para manter o relacionamento aceita pedir a ajuda de Josefina(Pilar López de Ayala) uma garota disposta a engravidar. 

O crítico Luiz Zanin  destaca a força dos personagens na contrução do filme. “Talvez, de fato, o filme de Vincent Garenq inspire uma conversa aberta sobre esse assunto polêmico. Isso porque é uma comédia sem preconceitos, que não se contenta em ilustrar as diversas faces de um problema, mas procura, pelo menos até certo ponto, criar personagens críveis, verdadeiros, matizados. Ele próprio tem origem em fatos reais. Garenq teve idéia para a história quando soube que Manu, um amigo de colégio homossexual, havia viajado num fim de semana, junto com o companheiro, para se encontrarem com um casal de lésbicas a fim de discutir a possibilidade de conceberem um filho em comum”.

 

Serviço:

 

Local: Cinemark Riomar

Data: 13 a 19 de março

Hora: 14 horas

PROGRAMAÇÃO CINE CULT DE 06 A 12/02

FLORIANOPOLIS

ANDARILHO

Brasil, 2007,  Documentário, 80 Min., Livre
Direção: Cao Guimarães

USINA DIGITAL

Curitiba- mueller

FALSA LOURA

Brasil, 2008, 103 Minutos, Drama, 16 Anos
Direção: Carlos Reichenbach

IMOVISION

RIBEIRÃO PRETO


Linha de Passe
Brasil, 2008, Drama, 108 Minutos, 16 Anos
Direção: Walter Salles e Daniela Thomas

Paramount

PIER 21

ANDARILHO

Brasil, 2007,  Documentário, 80 Min., Livre
Direção: Cao Guimarães

USINA DIGITAL

BH SHOPPING


deserto feliz

Brasil, 2007, 88 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Paulo Caldas

FILMES DO ESTAÇÃO

VITORIA


ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO

Brasil, 2008, Terror, 95 Minutos, 18 Anos.

Direção: José Mojica Marins

FOX FILMES


SALVADOR


TERRA VERMELHA

Brasil/Itália, 2008, Animação, 108 minutos, 14 Anos.

Direção: Marco Bechis

PARIS FILMES

ARACAJU


Quando Estou Amando
França, 2006, Drama, 112 Minutos, 12 Anos.
Direção: Xavier Giannoli

CALIFORNIA FILMES

NATAL

5 Frações de uma Quase HistóRIA

Brasil, 2008, 96 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Armando Mendz, Cristiano Abud, Cris Azzi, Guilherme Fiúza, Lucas Gontijo E Thales Bahia

USINA DIGITAL

MANAUS

FOLEGO Coréia do Sul, 2007, Drama, 84 Minutos, 14 Anos
Direção: Kim ki-duk

PANDORA FILMES

SÃO JOSE DOS CAMPOS – SHOPPING COLINAS


deserto feliz

Brasil, 2007, 88 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Paulo Caldas

FILMES DO ESTAÇÃO

SÃO JOSE DOS CAMPOS – CENTER VALE


Quando Estou Amando
França, 2006, Drama, 112 Minutos, 12 Anos.
Direção: Xavier Giannoli

CALIFORNIA FILMES


JACAREÍ


feliz natal

Brasil, 2008,  Drama, 100 Min., 14 Anos
Direção: Selton Mello

EUROPA FILMES

SANTA CRUZ


O Dragão da Maldade Contra O Santo Guerreiro

Brasil, 1969, 105 Minutos, Drama, 16 Anos.

Direção: Glauber Rocha

Cópia restaurada e relançada em 2008

RIO FILMES

METRÔ TATUAPÉ


TERRA VERMELHA

Brasil/Itália, 2008, Animação, 108 minutos, 14 Anos.

Direção: Marco Bechis

PARIS FILMES

VILLA LOBOS


fronteira
Brasil, 2008, Drama, 85  Minutos, 14 Anos
Direção: Rafael Conde

USINA DIGITAL

CAMPO GRANDE


fronteira
Brasil, 2008, Drama, 85  Minutos, 14 Anos
Direção: Rafael Conde

USINA DIGITAL

CARIOCA


TERRA VERMELHA

Brasil/Itália, 2008, Animação, 108 minutos, 14 Anos.

Direção: Marco Bechis

PARIS FILMES

DOWNTOWN


deserto feliz

Brasil, 2007, 88 Min., Drama, 16 anos.

Direção: Paulo Caldas

FILMES DO ESTAÇÃO

Serviço:

Local: Cinemark

Data: 06 a 12 de março

Hora: 15h10

‘Quando estou amando’ estréia no Cine Cult

Depardieu, em grande forma, num dos papéis mais elogiados de sua carreira recente

Depardieu, em grande forma, num dos papéis mais elogiados de sua carreira recente

Depois da Retrospectiva 2008, que levou os filmes mais comentados pela crítica especializada durante o ano passado para as vinte praças em que o Cine Cult atua pelo Brasil afora, o projeto retoma suas atividades usuais e exibe, a partir desta sexta-feira, o trabalho mais recente do diretor Xavier Giannoli, indicado à Palma de Ouro de melhor diretor no Festival de Cannes 2006.

Quando estou amando – Alain Moreau (Gérard Depardieu) é um cantor de bailes, com uma carreira estabelecida nas pequenas casas de show do interior da França. Galanteador, solitário e já um tanto envelhecido, ele tem sua vida profundamente alterada quando conhece Marion (Cécile De France), uma jovem corretora de imóveis recém-divorciada. A relação entre os dois vai afetar a vida de todos aqueles que vivem em torno deles.

Para Luiz Carlos Merten, crítico de O Estado de São Paulo, “Quando estou amando” possui na atuação primorosa de Gérard Depardieu um dos seus alicerces mais sólidos. “Há dois anos, nove entre dez críticos eram capazes de apostar que Gérard Depardieu ganharia o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes por seu papel no filme de Giannoli. No final, quem levou o troféu foi Tommy Lee Jones, por Três Enterros, mas o retrato que o ator faz de um cantor de baile veio marcar pontos em seu currículo extraordinário, que inclui filmes com François Truffaut, Maurice Pialat e Bertrand Blier”.

Já Fábio Andrade, da conceituada revista Cinética, chama a atenção para o equívoco para o qual o batismo do filme arrasta o expectador, e compara o trabalho de Giannoli a um dos filmes mais elogiados de Sofia Coppola. “O amor romântico funciona, no filme, mais como gatilho do que como centro nervoso: quando um cantor de baile à beira dos 60 se envolve com uma garota com, pelo menos, metade de sua idade (Marion, interpretada por Cécile de France), Giannoli realiza um Encontros e Desencontros às avessas. A aproximação com o filme de Sofia Coppola se dá pela inversão de interesses: enquanto, em Encontros e Desencontros¸ existe uma construção de afetos e tensões que põem em crise a idéia da consumação amorosa, no filme de Giannoli é a partir dela que a relação e suas complicações nascem”.

Serviço:

Local: Cinemark Jardins

Data: 06 a 19 de março

Hora: 15h10