• Cine Cult

    O Projeto Cine Cult é fruto de uma parceria firmada entre a Cine Vídeo e Educação-Ações Culturais e a Rede Cinemark que tem como objetivo oferecer aos espectadores a possibilidade de entrar em contato com filmes que normalmente não são contemplados pelo circuito comercial de cinema, permancendo restritos a pequenos exibidores. O Cine Cult oferece ao público uma sessão diferenciada, exibindo filmes de diversas cinematografias, além do cinema nacional de ficção mais autoral e documental. Diariamente, às 15h10 – incluindo sábados, domingos e feriados - o espectador pode assistir a nossa programação pagando R$ 7 (inteira) e R$ 3,50 (meia) pelo ingresso.

Mais um mineiro no Cine Cult Riomar

5 frações de uma quase história: O recente cinema mineiuro em exibição no Cine Cult

5 frações de uma quase história: O recente cinema mineiuro em exibição no Cine Cult

Depois de “Andarilho”, o premiado documentário de Cao Guimarães exibido no Cinemark Riomar, o projeto Cine Cult volta a atacar com o recente cinema mineiro e exibe, a partir desta sexta-feira, sempre às 14h10, o longa-metragem de ficção “5 frações de uma quase história”. Assinado por um coletivo formado pelos diretores Armando Mandz, Cristiano Abud, Acris Azzi, Guiolherme Fiúza, Lucas Gontijo e Thales Bahia, o filme foi agraciado com um prêmio especial do Juri do Cine Pernambuco de Audiovisual, recompensado a loucura de seus jovens realizadores.

Pelo menos é no que acredita o crítico de cinema Marcelo Forlani. “Fazer cinema no Brasil é trabalho para poucos. Fazer cinema fora do eixo Rio-São Paulo é trabalho para loucos. Não pela demência em si, mas pelas inúmeras dificuldades extras que são enfrentadas. São estes problemas, porém, que dão um sabor ainda mais gostoso à vitória que é ver um projeto como 5 Frações de Uma Quase História chegar ao circuito comercial. Seu modelo é diferente do que se vê por aí. Em vez das grandes estrelas das novelas, os seis diretores optaram por rostos menos conhecidos, que não eclipsariam as histórias que eles queriam contar. Histórias, sim, no plural. São cinco delas, cada uma dirigida e atuada por pessoas diferentes, mas que conseguem manter uma unidade em meio a tantas diferenças”.

Além do longa mineiro, o projeto oferece uma nova oportunidade para que o cinéfilo local confira o inasano “O fim da picada”, no Cinemark Jardins, a partir desta sexta-feira, sempre às 15h10.

 

5 frações de uma quase história – Através de uma série de situações inusitadas, o filme alterna momentos de suspense, surrealismo, experimentalismo e humor. Cinco personagens vivendo seus dramas em um mesmo espaço urbano.

Carlos é um fotógrafo que sofre de psicose maníaco-obsessiva. O seu novo trabalho mostra uma de suas obsessões, a adoração por pés femininos. Quase sempre de forma conflituosa, Carlos envolve-se em diversas situações embaraçosas até encontrar os pés e as modelos ideais, tornando a sua vida sempre difícil.

Um Homem se projeta em personagens de filmes através da televisão. Entre o delírio e a realidade, percorre uma série de viagens metafóricas em uma fuga repleta de relacionamentos infelizes, angústias e medos. A única alternativa é mudar de canal.

Akim, funcionário burocrático de um tribunal de justiça, acomodado e apático, vive sem perspectivas. Mas sua vida banal está prestes a mudar. Akim recebe uma proposta que vai lhe proporcionar tudo com o que poderia sonhar: dinheiro, mulheres, boa-vida. Para isso ele terá que assumir um crime cometido por um juiz corrupto e devasso.

Antônio é um trabalhador braçal de um matadouro, com pouca instrução e sem ambição, que percebe que seu casamento está em crise por causa do comportamento cada vez mais distante de Maria, sua esposa. Sem saber como agir, ele se torna mais calado e fechado, quando finalmente descobre a traição.

Lúcia é uma secretária, desiludida no amor, que sonha em se casar. Em um programa de rádio que promove encontros entre pessoas solitárias, ela conhece Beto, um comerciante metido a conquistador. Esse casual encontro amoroso, que se transforma em caso de polícia, cria conexões entre os demais personagens e suas histórias.

Essas personagens terão suas vidas modificadas a partir de um quente final de semana na cidade de Belo Horizonte, apresentada de forma cosmopolita e contemporânea como principal cenário do filme.

 

O fim da picada – Macário, personagem principal do filme, participa de uma orgia satanista numa praia brasileira no ano de 1850. Na manhã seguinte, inicia uma difícil viagem montado em seu burro, subindo a serra em direção à cidade de São Paulo. No trajeto, mAcário encontra Exú-Lebara, versão feminina da entidade fantástica de origem afro-brasileira. Os dois decidem seguir a viagem para São Paulo juntos. No entanto, Exú engana Macário, fazendo-o chegar ao reestino pretendido, mas no ano de 2008, na mega-metrópole com quase 20 milhões de habitantes. Macário fica atordoado e torna-se um mendigo, vítima da cruel e desumana realidade em que passa a viver.

Paulo Santos Lima, da Revista Cinética, destaca o mosaico de referências populares presentes no filme. “Christian Saghaard, egresso do curso de cinema da ECA, curtametragista com obra coerente com um universo estético primo dos HQs, filmes de terror, almanaques e certas apropriações da cultura de massa (inclusive a religião, e aqui me permito colocar esse tema como “mass cult”), estréia na direção de longa com um trabalho com ecos longínquos ao de Rogério Sganzerla – os “HQs” mencionados acima informam-nos disso.”

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